Resf retoma articulação em rede



A Rede de Economia Solidária e Feminista (Resf) retomou sua articulação nacional nesta terça-feira (10), no Seminário de Formação e Planejamento das Bases Estaduais. Integrantes das 10 Bases Estaduais das cinco regiões do país e da Base Nacional participaram do encontro.

Após um longo período sem um encontro presencial, o evento começou com uma roda, mãos dadas, e uma mística onde a trouxinha histórica da Resf, contendo as ervas aromáticas que preservam as energias acumuladas ao longo dos anos, foi compartilhada por todas e todos. Em seguida as mulheres tiveram a palavra e registraram que a Resf é um Rede muito maior que um projeto, ela continuou viva mesmo nos momentos de dificuldades que passaram nos últimos anos e agora vai se fortalecer ainda mais.

A Resf não se encontrava em uma atividade nacional desde dezembro de 2015. A retomada das reuniões do Conselho Gestor Nacional foi proporcionada pela aprovação do projeto “Fortalecimento da Rede de Economia Solidária e Feminista: sustentabilidade e solidariedade para o bem viver” por parte da Secretaria Nacional de Economia Solidária (SENAES/MTE).

Para Francisca Eliane de Lima, a “Neneide”, que coordena a base estadual do Rio Grande do Norte, o fortalecimento da Resf passa por essa articulação. “Se voltarmos sem bases, voltamos no vazio”, ressalta.

Todas apresentaram as dificuldades que os empreendimentos enfrentam no cenário atual, com o enfraquecimento das políticas públicas de fomento à economia solidária e sem recursos próprios. “Nesse cenário, reivindicar e conseguir divulgar o que já foi construído pela Resf é revolucionário”, destaca Melayne Macedo Silva, coordenadora da base estadual de Pernambuco.

DIAGNÓSTICO

De acordo com o último diagnóstico da Rede de Economia Solidária e Feminista, de 2014, apresentado pela coordenadora da Guayí, Helena Bonumá, grande parte das empreendedoras naquele momento vivia em situação de extrema pobreza. Mais de 27% delas tinha renda de até ¼ de um salário mínimo dentro do seu empreendimento ou rede e 68,3% não tinha nenhuma renda além dessa e do Bolsa Família.

Outro dado que chama a atenção é a idade média das empreendedoras da Rede: 48,6% tem mais de 50 anos. Apenas 6,9% tem entre 19 e 29 anos. Segundo o coordenador técnico do projeto, André Mombach, a “juvenilização” da Rede é uma das metas do novo projeto. “Queremos chegar ao final do projeto com pelo menos 10% de jovens nos empreendimentos da Resf”, concluiu.

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