Juventudes e Economia Solidária no FSTemático 2016



No dia 20 de janeiro/2016 o GT de Juventude da Guayí e a Rede Juvesol/ Articulação Sul realizaram a oficina sobre Juventudes e Economia Solidária como uma das atividades autogestionárias que compõe a programação do Fórum Social Mundial temático de Porto Alegre.

A oficina aconteceu na Tenda da Participação do Orçamento Participativo da Prefeitura de Canoas e contou com a participação de mais de 40 jovens ligados a movimentos sociais, estudantis e de fomento à Economia Solidária, como Guayí, Levante Popular da Juventude, Kizomba e universitários. Contou com a assessoria de Tomaz Bonumá e Arnaldo Drummond, do GT de Juventude da Guayí e integrantes da Juvesol Sul.

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Durante a oficina, houve um painel com a memória histórica do surgimento da Juvesol, uma rede nacional que articula jovens da Economia Solidária das 05 regiões do país e, a partir desta, foi feita uma narrativa sobre os princípios e dimensões da Economia Solidária, bem como o potencial da Ecosol como estratégia de organização e construção do projeto de vida das juventudes. Foram apresentadas as experiências da Associação de Trabalhadoras e Trabalhadores do Complexo de Empreendimentos de Economia Popular Solidária Km 21, de Bagé (Fabiana Soares), da Rede de Economia Solidária e Feminista – RESF e do Ponto de Cultura Quilombo do Sopapo, de Porto Alegre (Leandro Silva) e da Rede Industrial de Confecção Solidária – RICS, de Porto Alegre – RS (Rudemar e Bruno), além do próprio processo de articulação da Rede Juvesol Nacional que, ao longo de 03 encontros nacionais, tem se estruturado organicamente como um espaço de reflexão das juventudes que são e fazem Economia Solidária pelo país.

A partir destas experiências concretas de organização das juventudes a partir da Economia Solidária, houve um forte debate sobre a necessidade de apoio e fortalecimento da Economia Solidária como alternativa e contraponto ao modelo capitalista excludente e degradante, como um caminho concreto e necessário para a construção da outra Economia possível e de um outro mundo possível. Também se discutiu os processos de qualificação da Economia Solidária a partir do Feminismo e do desafio que as universidades têm hoje de aproximar o “fazer” e o “pensar” a Economia Solidária como um processo integrado e orgânico, bem como no assessoramento técnico de qualidade aos empreendimentos econômicos solidários.

O encontro foi encerrado com um forte e alegre grito de ordem em prol da Economia Solidária e de um Outro Mundo Possível, com relações sociais solidárias, economicamente justas e ambientalmente sustentáveis! Juventude de luta e solidariedade, por outra economia para o campo e a cidade!

 

Fotos e texto: Leandro Silva (GT Juventude e EcoSol Guayí)

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